Começou o fim do milagre das pulseiras do equilíbrio. Prometendo ajudar as pessoas, as pulseiras não fazem nada e na Austrália a Power Balance foi obrigada a admiti-lo. "Admitimos que as nossas alegações sobre o artigo não têm base científica e que por isso incorremos numa conduta enganosa", diz a empresa em comunicado.
Segundo o físico Gaspar Barreira,"Tudo o que se diz sobre a pulseira em termos físicos é um chorrilho de asneiras, são palavras tiradas ao acaso. Não há maneira de fazer sentido". Pedro Nunes, bastonário da Ordem dos Médicos também mostrou a sua opinião quanto ao caso que em Novembro foi notícia em Espanha, "Hoje em dia vivemos numa sociedade em que qualquer um pode burlar os outros. Tudo é aceitável sem qualquer comprovação científica. Os produtos deviam ter uma comprovação da sua eficácia".
Enquanto que alguns atribuem a culpa da empresa fornecedora há a hipótese de tudo ter sido fruto de um efeito placebo. Américo Baptista, psicólogo, explica melhor e justifica o sucesso da pulseira, "Quando nós acreditamos, e não é só nas pulseiras, ficamos de facto melhores. É o efeito placebo. Há mecanismos cerebrais que são activados, que desencadeiam a produção de endorfinas, moléculas responsáveis pelo alívio da dor, por exemplo".
Em Portugal, Cristiano Ronaldo e Alexandra Lencastre foram algumas das figuras públicas que aderiram à moda.
Fonte: Público

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