Depois da pequena introdução da semana passada, aprofundarei hoje um pouco mais a temática do sexo, focando-me no uso das novas tecnologias e dos prazeres ou dissabores que as mesmas podem trazer.
Não, não vou falar de objectos electrónicos que nos dão prazer, mas antes de um meio que nos ajuda a ter prazer apenas com a visão e a voz: as conversas on-line. Estejamos onde estivermos, rapidamente podemos falar com amigos noutro lugar do Mundo. O mesmo acontece com quem procura encontros on-line para satisfazer os seus prazeres. Basta aceder a uma das milhares salas de chat espalhadas pelo universo cibernético, introduzir um nickname que desperte a atenção e seja o mais objectivo possível para que em segundos lhe cheguem conversas dos mais variados motivos.
Para escrever este texto e saber do que falava, experimentei entrar numa dessas salas de chat. Com um nickname apelativo e fotos previamente seleccionadas no google, entrei com nome de “Sarado Gostoso”. Quem me conhece sabe que não tenho propriamente essas características, pelo menos não em sentido literal, mas isso não interessa nada. Rapidamente começaram a falar comigo e com um nome destes o tema só poderia ser um: sexo! Questionaram sobre tudo, e quando digo tudo é tudo mesmo. Dados pessoais, descrição física, orientação sexual, tamanho do “dote”, entre outras coisas. Quando chegaram a perguntar a idade, ao contrário do que podia imaginar ou estar a espera, todos os que comigo falaram impunham um limite mínimo de 18 anos, afastando a princípio a hipótese de estar a falar com predadores sexuais. Falei com Homens e Mulheres, pretendendo chegar a um maior tipo de público e poder analisar mais profundamente a questão que pretendo debater.
Notei claramente que o objectivo muitas vezes nem era o sexo em si, mas sim falar dele de forma aberta, de forma a trocar experiências. Não querendo dizer com isto que não havia quem tinha apenas o objectivo de se divertir. Centrei-me em pessoas que falavam abertamente e sem pudores. As conversas com mulheres são claramente interrogatórios sobre nós, o que fazemos, como fazemos, se gostamos ou não, os desejos e fantasias, etc. Com os homens a conversa é praticamente igual, tendo um ligeiro aprofundamento nas técnicas usadas na procura do prazer.
Tendo em conta a exposição que iria ter, nestas conversas foram rejeitadas todas as propostas para ligar a webcam, no entanto, as que estavam ligadas mantiveram-se mostrando casas e pessoas normais, sem qualquer tipo de fetichismo ou cariz sexual explícito. Foi uma conversa normal, racional e que deixou a porta aberta para mais uma vez poder ser utilizada. Desde já agradeço a todos os utilizadores do chat que falaram comigo e se mostraram disponíveis para continuar.
Anselmo Oliveira



Boa pesquisa Anselmo, eu também sei bem o que é isso.
ResponderEliminarJá conheci muita gente na internet, eu costumo usar mais o chat do blá blá aeoio.
Também já liguei a web para satisfazer curiosidades, penso que é normal, mas uma coisa que nunca devemos fazer é mostrar a nossa cara nem dar o nome verdadeiro. Fica bem
Bom texto ;)