
É uma sitcom. Não, é um talkshow. Ou será um programa de entrevistas? Certo, certo é que tem calulu de carne seca, mufete de sardinha e moamba, servidos no bairro chique mais antigo de Lisboa. Fala-se de Os Jika da Lapa, um formato inovador que cruza géneros televisivos. Três, no mínimo. Como? É o que vamos ficar a saber a partir das 24.00 de hoje. Na SIC.
A parte ficcional desta produção conta a história de uma endinheirada família angolana, há 30 anos radicada em Portugal. Pai, mãe, avó e filho vivem na Lapa. Passam os dias entre discussões acaloradas e demonstrações de amor extremo. Enfim, como qualquer outra família. A diferença é que este clã se deixou contagiar pela magia da televisão. Porquê? Porque o mais jovem da casa, dos seus vinte e poucos anos de idade, acredita ser seu destino tornar-se um "Senhor Televisão".
Para responder à ambição, o pai não olha a meios para auxiliar a "criança" a atingir os seus fins. Manda arrasar a piscina da vivenda para construir um sofisticado estúdio. A partir destas instalações, o rapaz poderá emitir para todo o "mundo civilizado" (segundo o próprio) o seu fantástico talkshow.
Nasce aqui o cruzamento da série de humor com o espaço de entrevistas. Explica-se. Os convidados são personalidades nacionais de reconhecida notoriedade pública. Podem ser artistas, políticos, economistas, futebolistas... importa saber que todos passam por um critério de selecção que visa apenas os interesses do personagem-anfitrião em autopromover-se junto do mundo da comunicação social.
Para além disso, existe público real para assistir às gravações do talkshow do jovem Jika, muitas vezes estorvado pelas intervenções espontâneas, nem sempre oportunas, do pai (que anda sempre à procura de um negócio que o eleve aos píncaros da riqueza), da mãe (que não deixa passar a oportunidade de tentar casar o filho) e da avó (uma senhora com idade que baste para dispensar muita vergonha e algumas convenções sociais).
Adianta-se desde já que Sílvia Alberto, apresentadora do concurso musical Ídolos, e o humorista Nilton inauguram o quintal-estúdio da casa.
A este cocktail indefinível juntam-se outras características igualmente inovadoras na televisão nacional. Destaque para o facto de Os Jika da Lapa serem a primeira família africana protagonista do pequeno ecrã português e o elenco ser inteiramente constituído por actores africanos. Jaime Vishal, Daniel Martinho, Marinela Mangueira e Mina Andala interpretam, respectivamente, o filho, o pai, a mãe e a avó.
Ao relatar o dia-a-dia deste punhado de personagens oriundos de Angola, que se movimentam num bairro da capital nacional, fazem-se referências ao choque de culturas dos dois países, com todas as particularidades que lhes são reconhecidas. Os portugueses acabam assim por ser examinados pelos africanos, ao mesmo tempo que os africanos são observados pelos portugueses.
A parte ficcional desta produção conta a história de uma endinheirada família angolana, há 30 anos radicada em Portugal. Pai, mãe, avó e filho vivem na Lapa. Passam os dias entre discussões acaloradas e demonstrações de amor extremo. Enfim, como qualquer outra família. A diferença é que este clã se deixou contagiar pela magia da televisão. Porquê? Porque o mais jovem da casa, dos seus vinte e poucos anos de idade, acredita ser seu destino tornar-se um "Senhor Televisão".
Para responder à ambição, o pai não olha a meios para auxiliar a "criança" a atingir os seus fins. Manda arrasar a piscina da vivenda para construir um sofisticado estúdio. A partir destas instalações, o rapaz poderá emitir para todo o "mundo civilizado" (segundo o próprio) o seu fantástico talkshow.
Nasce aqui o cruzamento da série de humor com o espaço de entrevistas. Explica-se. Os convidados são personalidades nacionais de reconhecida notoriedade pública. Podem ser artistas, políticos, economistas, futebolistas... importa saber que todos passam por um critério de selecção que visa apenas os interesses do personagem-anfitrião em autopromover-se junto do mundo da comunicação social.
Para além disso, existe público real para assistir às gravações do talkshow do jovem Jika, muitas vezes estorvado pelas intervenções espontâneas, nem sempre oportunas, do pai (que anda sempre à procura de um negócio que o eleve aos píncaros da riqueza), da mãe (que não deixa passar a oportunidade de tentar casar o filho) e da avó (uma senhora com idade que baste para dispensar muita vergonha e algumas convenções sociais).
Adianta-se desde já que Sílvia Alberto, apresentadora do concurso musical Ídolos, e o humorista Nilton inauguram o quintal-estúdio da casa.
A este cocktail indefinível juntam-se outras características igualmente inovadoras na televisão nacional. Destaque para o facto de Os Jika da Lapa serem a primeira família africana protagonista do pequeno ecrã português e o elenco ser inteiramente constituído por actores africanos. Jaime Vishal, Daniel Martinho, Marinela Mangueira e Mina Andala interpretam, respectivamente, o filho, o pai, a mãe e a avó.
Ao relatar o dia-a-dia deste punhado de personagens oriundos de Angola, que se movimentam num bairro da capital nacional, fazem-se referências ao choque de culturas dos dois países, com todas as particularidades que lhes são reconhecidas. Os portugueses acabam assim por ser examinados pelos africanos, ao mesmo tempo que os africanos são observados pelos portugueses.
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