O autor de ‘A Face do Mal’, a nova novela da TVI, não gosta de trabalhar dentro de áreas de conforto. E admite que “é sempre difícil, para um artista, fazer um trabalho que supere os anteriores”
Quando começa um trabalho novo qual é a sua principal preocupação?
Gosto sempre que esse trabalho seja um desafio. Não gosto de trabalhar dentro de áreas de conforto. Para mim não faz sentido, como artista, não evoluir profissionalmente, portanto ‘A Face do Mal’ não poderia ter nem o tom nem o perfil de ‘Ninguém como Tu’ ou de ‘Tempo de Viver’.
Onde encontra inspiração?
Vou sempre buscar inspiração a casos reais. É importante que não haja um distanciamento do que o público está a ver no quotidiano. Também vejo muito o que se faz lá fora, como ‘CSI’ e ‘A Patologista’, e tento analisar as tendências. O guionismo é muito como a moda, está sempre a evoluir e temos que acompanhar as tendências. Se as cenas são mais longas ou mais curtas, que tipo de histórias é que estão a funcionar perante o público... Portanto, ‘A Face do Mal’ nasce já com base nesse estudo e, depois, é traçar, mais ou menos, um perfil para a diferenciar das novelas anteriores.
E isso é fácil?
É sempre difícil para qualquer artista fazer um trabalho que supere os anteriores. Vai sendo cada vez mais difícil. Há um esforço para tentar superar sempre o último trabalho e isso para o artista gera uma enorme ansiedade. Quer queiramos quer não, sentimo-nos na obrigação de que o último trabalho supere sempre o anterior. Se isso não acontecer, parece que não houve evolução e isso é difícil de digerir. Emocionalmente é uma estagnação.
Pode falar um pouco da trama de ‘A Face do Mal’?
A novela vai contar a história de uma mulher que dá à luz uma criança depois de morta - já foram noticiados pelo menos dois casos -, vai ter uma personagem que sofre de xerodermia pigmentosa (incapacidade hereditária de reparar um dano ao ADN causado pela luz ultravioleta), uma doença em que a pessoa não pode estar em contacto com a luz do Sol; e focar as famílias com problemas financeiros. São temas muito actuais e polémicos.
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